A primavera começa nesta terça-feira (22), às 21h05, no horário de Brasília, trazendo um cenário que exige atenção principalmente na Região Norte. O El Niño está se fortalecendo e, segundo a NOAA, há mais de 90% de chance de o fenômeno atingir intensidade muito forte entre o fim de 2026 e o início de 2027. Na Amazônia, a combinação preocupa: chuvas abaixo da média, calor intenso, estiagem prolongada, redução do nível dos rios, com atenção para o Rio Negro, e maior risco de queimadas. A previsão é de que o El Niño alcance seu período mais intenso entre novembro e dezembro, com efeitos que podem avançar até o outono de 2027.

Enquanto o Norte enfrenta a falta de chuva, o Sul deve concentrar os maiores volumes, especialmente no norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. O alerta é para alagamentos, temporais, raios, ventos fortes e granizo. No Sudeste, outubro começa mais ameno e chuvoso, mas novembro deve trazer calor forte e temporais isolados, com temperaturas que podem ultrapassar os 40°C no Rio de Janeiro. Já Goiás e Mato Grosso devem registrar calor intenso e chuva abaixo da média, enquanto Mato Grosso do Sul pode alternar períodos de altas temperaturas com tempestades.

No Nordeste, o interior seguirá enfrentando o período mais crítico da estação seca, com temperaturas em elevação, enquanto a faixa leste pode registrar chuvas pontuais. O quadro nacional também reforça a preocupação com as ondas de calor, que vêm se tornando mais frequentes e intensas no Brasil e podem ganhar força sob influência do El Niño. A projeção citada para os próximos meses aponta possibilidade de pelo menos seis episódios de calor extremo até dezembro, colocando o país diante de uma primavera marcada não apenas pelas flores, mas por termômetros elevados, seca de um lado e chuva demais do outro. Para Rondônia e o restante da Amazônia, o alerta principal é para o avanço da estiagem e o aumento das condições favoráveis às queimadas.
Fonte: G1











































