O que era vendido como “proteção” virou alvo da Polícia Civil. A quarta fase da Operação Quirinus, deflagrada nesta quarta-feira (30), investiga uma organização criminosa suspeita de cobrar dinheiro de comerciantes e provedores de internet, além de usar pichações em prédios públicos e estabelecimentos comerciais para marcar território. A investigação começou após ataques contra provedores de internet e resultou no cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara de Garantias de Porto Velho.
A ofensiva chegou a Porto Velho, União Bandeirantes, Extrema, Nova Califórnia e Vista Alegre do Abunã, além de unidades prisionais da capital. Segundo a investigação, há indícios de tráfico de drogas e aliciamento de adolescentes. A polícia também apura se integrantes já presos continuavam dando ordens e coordenando ações criminosas do lado de fora dos presídios.

E a investigação vai além da cobrança da suposta “proteção”: os policiais apuram possíveis planos contra policiais civis e uma testemunha. A operação é conduzida pela Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), ligada ao DECCO, com participação da Sesdec, Gaeco, Core e Departamento de Polícia Metropolitana (Depom).
A nova fase tenta desmontar uma estrutura que, segundo as apurações, buscava transformar medo, território e intimidação em negócio.











































