Pela primeira vez desde a criação do cadastro federal, um governo estadual passa a integrar a chamada “lista suja” do trabalho escravo. O Governo de Rondônia foi incluído no documento atualizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, ao lado da empresa terceirizada Terra Forte Ltda., após o resgate de dois trabalhadores venezuelanos em uma obra da Secretaria de Estado da Educação, na aldeia indígena Ricardo Franco, localizada na Terra Indígena Rio Guaporé, em Guajará-Mirim.


A nova atualização do Ministério do Trabalho incluiu 82 empregadores, sendo 54 pessoas físicas e 28 jurídicas, em casos identificados entre 2024 e 2026. Os nomes permanecem no cadastro por dois anos após a conclusão do processo administrativo. A Terra Forte informou que analisa juridicamente a inclusão, negou responsabilidade pelos fatos e afirmou que o cadastro não representa condenação criminal. O Governo de Rondônia ainda não havia se manifestado até a última atualização das reportagens consultadas.









































