Rondônia poderá estar entre os primeiros estados brasileiros a abrir caminho para que pacientes com lesões na medula espinhal tenham acesso a pesquisas com a polilaminina, substância experimental que representa uma nova esperança na medicina regenerativa. O governador Marcos Rocha confirmou que viajará ao Rio de Janeiro no dia 6 de novembro de 2026 para assinar um convênio com o instituto ligado à pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e responsável pelos estudos. A articulação foi intermediada pelo jornalista Fábio Camilio, presidente da Federação Nacional dos Comunicadores (Fenacom).
A polilaminina é desenvolvida a partir da laminina, proteína naturalmente presente no organismo, e vem sendo estudada por seu potencial de estimular a regeneração de axônios, estruturas responsáveis pela transmissão dos impulsos nervosos. Os resultados observados em pesquisas pré-clínicas, incluindo testes com animais, despertaram o interesse da comunidade científica. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início de estudos clínicos em humanos para avaliar a segurança da substância e investigar sua possível eficácia na recuperação de pacientes com lesões medulares.
Apesar da expectativa, a polilaminina ainda não é um tratamento comprovado ou disponível para uso generalizado. O convênio deverá estabelecer as condições de cooperação entre Rondônia e a instituição de pesquisa, respeitando os protocolos científicos e as exigências sanitárias. A participação de pacientes rondonienses dependerá dos critérios definidos pelos estudos, sem garantia de acesso ou recuperação. A iniciativa busca aproximar a rede estadual de saúde de uma pesquisa brasileira que reacende a esperança de pessoas que convivem com as limitações provocadas por lesões na medula espinhal.










































