Um arcebispo católico em Belarus gerou controvérsia ao abençoar o primeiro ícone religioso gerado por inteligência artificial. A imagem representa Carlo Acutis, o primeiro santo milenar, e foi abençoada durante uma missa na cidade de Novolukoml.
O ícone de Carlo Acutis
O ícone, que retrata Carlo Acutis segurando um rosário e um laptop aberto, foi criado com a ajuda de inteligência artificial por um grupo de profissionais, incluindo o engenheiro Dmitry Kulpanovich, o fotógrafo Viktor Veden e o designer Andrey Kabanov. A imagem foi instalada em um altar lateral na Igreja de Santa Maria Madalena, substituindo um ícone anterior de Maria Madalena.
Reações e debates
A bênção do ícone gerou debate nas redes sociais e entre líderes religiosos. Alguns fiéis argumentam que imagens geradas por IA não deveriam ser usadas para oração. A controvérsia também foi alimentada por declarações de líderes religiosos que questionam a autenticidade e o papel da tecnologia na arte sacra.
“Em uma era de inteligência artificial, é urgente distinguir a arte humana do que as máquinas produzem.”
— Declaração do Papa, conforme citado pelo The Christian Post
Carlo Acutis: o “Apóstolo Cibernético”
Carlo Acutis, conhecido como o “Apóstolo Cibernético”, foi beatificado em 2020 e canonizado em 2025. Ele é reconhecido como o patrono da internet devido à sua habilidade com computadores, que usou para evangelizar e criar um site arquivando milagres eucarísticos. Acutis faleceu de leucemia em 2006, aos 15 anos.
Opiniões divergentes
O arcebispo emérito Tadeusz Kondrusiewicz, que abençoou o ícone, expressou esperança de que a imagem incentive o uso ético da tecnologia na busca pela verdade. No entanto, líderes religiosos como o padre Matthew P. Schneider e o comentarista Rod Dreher criticaram a iniciativa, argumentando que a arte sacra deve ser exclusivamente humana.
“A arte sagrada deve sempre ser feita por humanos.”












































