O senador Flávio Bolsonaro declarou-se o “verdadeiro presidente eleito” do Brasil em uma carta enviada do exterior. Ele contesta o resultado da eleição presidencial de 25 de outubro de 2026, que deu vitória a Lula com 51,79% dos votos.
Declaração e intenções de Flávio Bolsonaro
Em uma carta enviada do exterior, Flávio Bolsonaro anunciou sua intenção de liderar a oposição ao governo Lula. Ele criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o horário de votação e acusou a chapa vencedora de abuso de poder político e econômico. Flávio afirmou que sua saída do Brasil foi motivada pela “instrumentalização política da Justiça” e que está nos Estados Unidos com sua família, onde se sente “em segurança”.
“Não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil”
—Flávio Bolsonaro
Agradecimentos e apoio internacional
Flávio Bolsonaro agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao governo norte-americano por acolhê-lo e oferecer segurança jurídica. Ele também expressou gratidão ao presidente da Argentina, Javier Milei. O senador destacou que não há mandado de prisão contra ele e classificou as medidas adotadas em seu caso como uma “caça às bruxas politicamente motivada”.
Acusações de fraude e abuso de poder
O senador voltou a afirmar que considera fraudulento o resultado do segundo turno da eleição presidencial. Ele questionou o crescimento da votação de Lula entre os dois turnos e criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal que prorrogou o horário de votação. Flávio acusou a chapa Lula-Alckmin de abuso de poder político e econômico e de uso da máquina pública durante a campanha, o que, segundo ele, justificaria a cassação da chapa vencedora.
Liderança da oposição e comparações históricas
Flávio Bolsonaro anunciou que pretende liderar a oposição ao governo Lula do exterior e comparou sua situação à de personagens históricos que viveram no exílio ou organizaram movimentos políticos fora de seus países, citando Rui Barbosa, Charles de Gaulle e José Martí, além de venezuelanos como Juan Guaidó, Edmundo González e María Corina Machado. Ele prometeu fazer pronunciamentos frequentes e apresentar uma estratégia para mobilizar a oposição e seus apoiadores “por todos os meios pacíficos e legítimos”.
“Saí do Brasil, mas não abandonei os brasileiros. Esta luta não terminou no dia 25 de outubro”
—Flávio Bolsonaro










































