A pastora e vereadora Patrícia Queiroz foi obrigada a se retratar publicamente após sugerir a demissão de funcionários que votaram no Partido dos Trabalhadores (PT). A Justiça do Trabalho de Belém interveio após ação do Ministério Público do Trabalho (MPT).
Contexto da polêmica
Após o segundo turno das eleições de 2026, Patrícia Queiroz, que também é cantora gospel, fez publicações nas redes sociais sugerindo que empresários identificassem e demitissem funcionários que apoiaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A sugestão gerou questionamentos sobre discriminação política no ambiente de trabalho.
O Ministério Público do Trabalho no Pará e Amapá considerou que as publicações poderiam incentivar perseguições e demissões baseadas em escolhas eleitorais. A situação se agravou por envolver uma agente pública com mandato eletivo e influência significativa.
Ação judicial e decisão
O MPT ajuizou uma ação civil pública com pedido de tutela de urgência, exigindo a retirada das publicações e a proibição de incentivar discriminação política. Além disso, foi solicitada uma indenização de R$ 500 mil por danos morais coletivos.
A Justiça do Trabalho determinou que Patrícia Queiroz não pratique nem incentive discriminação ou assédio eleitoral. A decisão incluiu a obrigação de uma retratação pública, sob pena de multa diária de R$ 50 mil.
Retratação pública
Na noite de 29 de outubro, Patrícia Queiroz publicou uma declaração em suas redes sociais, reconhecendo o direito dos trabalhadores de escolher seus candidatos, independentemente de partido. Ela afirmou que empregadores não podem retaliar funcionários por suas escolhas eleitorais, mencionando práticas como constrangimento e perda do emprego.
“Reconheço o direito dos trabalhadores de escolher seus candidatos, independentemente de partido ou orientação política”
—Patrícia Queiroz
Trajetória de Patrícia Queiroz
Aos 45 anos, Patrícia Luila Queiroz Capra nasceu em Rio Branco, no Acre, mas construiu sua carreira política em Belém. Além de sua atuação parlamentar, é conhecida no meio evangélico como pastora e cantora gospel. Filha do pastor Paulo Queiroz, ela gravou diversos CDs ao longo de sua carreira musical.
Patrícia entrou na política antes da eleição para a Câmara Municipal, concorrendo ao cargo de vice-prefeita de Belém em 2020. Em 2024, foi eleita vereadora com 8.330 votos, ocupando a terceira vice-presidência da Câmara Municipal.











































