Neste sábado, 31 de outubro, evangélicos em todo o mundo celebram os 509 anos da Reforma Protestante. Este marco histórico também nos lembra dos primeiros missionários protestantes enviados ao Brasil, que enfrentaram perseguição e martírio.
O início da Reforma Protestante
Em 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero pregou suas 95 teses na porta da Igreja Católica em Wittemberg, Alemanha, denunciando a corrupção do clero e iniciando uma revolução na fé cristã. Lutero condenou o sistema de indulgências e defendeu a salvação somente pela fé em Cristo Jesus. Suas ideias rapidamente se espalharam pela Europa, alcançando países como Inglaterra, França e Suíça.
Chegada dos missionários ao Brasil
Anos depois, a fé protestante chegou ao Brasil colonial através de uma expedição missionária enviada por João Calvino. Nicolas Durand de Villegaignon, um aventureiro francês, fundou uma colônia na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, em 1555. Enfrentando dificuldades, Villegaignon pediu à Igreja Reformada de Genebra o envio de pastores e colonos para espalhar a fé reformada.
João Calvino escolheu os pastores Pierre Richier e Guillaume Chartier para a missão. Acompanhados por vários protestantes calvinistas franceses, eles chegaram ao Brasil em 10 de março de 1557, onde realizaram o primeiro culto protestante no país.
Conflitos e martírio
Inicialmente bem recebidos, os missionários enfrentaram conflitos doutrinários com Villegaignon, que os expulsou da ilha. Em 1558, cinco cristãos decidiram retornar ao Brasil, mas foram acusados de traição por Villegaignon. Após um questionário doutrinário, suas respostas resultaram na Confissão de Fé da Guanabara. Considerados heréticos, Jean du Bourdel, Matthieu Verneil e Pierre Bourdon foram executados em 9 de fevereiro de 1558.
“Os primeiros mártires protestantes do Brasil enfrentaram a morte por sua fé”






































