Com a aproximação do Dia de Finados, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) oferece orientações para que pais e responsáveis saibam como abordar o tema da morte com as crianças. A entidade destaca a importância de usar uma linguagem clara e acolhedora.
Orientações da Sociedade Brasileira de Pediatria
Segundo o Comunhão, a SBP recomenda que os pais não evitem o assunto, pois as crianças percebem mudanças na rotina e no humor dos adultos. Sem explicações, elas podem imaginar situações piores ou se sentir culpadas. A entidade sugere que os pais escolham um momento tranquilo para iniciar a conversa, perguntando o que a criança já sabe ou percebeu.
A linguagem deve ser adequada à idade e experiência da criança, utilizando palavras verdadeiras e frases curtas. Um exemplo é explicar que, quando alguém morre, o corpo para de funcionar e não volta mais. A SBP alerta contra o uso de metáforas como “foi dormir” ou “virou estrelinha”, que podem gerar confusão e medo.
Acolhimento e expressão dos sentimentos
É normal que as crianças repitam perguntas sobre a morte. Nesse caso, os adultos devem responder com paciência e, se não souberem a resposta, podem admitir isso, reforçando que estão presentes para apoiar. Acolher o choro, o medo e a saudade é fundamental, assim como compartilhar os próprios sentimentos.
Manter a rotina e o convívio com pessoas queridas, além de proporcionar espaço para brincar e desenhar, ajuda a dar segurança às crianças, que muitas vezes se expressam melhor por meio dessas atividades do que com palavras.
Participação em rituais religiosos
Incluir as crianças nos rituais religiosos da família pode ser positivo para o processo de luto. Para famílias de fé, o Dia de Finados é uma oportunidade de falar sobre saudade e esperança. Contar histórias de quem partiu, olhar fotos juntos ou fazer uma oração em família são formas de transformar a memória em consolo.
Quando procurar ajuda profissional
Cada criança tem seu ritmo para lidar com a perda. No entanto, se a tristeza se prolongar ou houver mudanças significativas no sono, alimentação, desempenho escolar ou comportamento, é aconselhável procurar um pediatra ou profissional de saúde mental.
Para mais informações, as orientações completas estão disponíveis no site da Sociedade Brasileira de Pediatria.






































