A PROVA DA PERSEGUIÇÃO DE ALEXANDRE DE MORAES A SILAS MALAFAIA pic.twitter.com/Qe30o7B1vf
— Silas Malafaia (@PastorMalafaia) August 29, 2025
O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), afirmou que a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de determinar a apreensão de seu celular, passaporte e cadernos de sermões, configura um ato de perseguição religiosa.
Segundo o pastor, a retenção do documento impossibilita que ele realize pregações fora do Brasil, além de prejudicar suas atividades ministeriais.
Malafaia também declarou que o vazamento de conversas privadas, mantidas em tom coloquial, teria como objetivo expô-lo e reduzir sua credibilidade. Para ele, trata-se de uma tentativa de impor silêncio diante das críticas que tem feito ao ministro do STF nos últimos anos:
“Faça uma análise fria. Nos últimos 4 anos, eu fiz mais de 50 vídeos denunciando os crimes de Alexandre de Moraes e em todas as manifestações eu me posicionei contra ele. […] Qual é a maior prova que eu dou a vocês, para vocês entenderem isso? Alexandre de Moraes processou gente por calúnia, injúria e difamação. Por que ele não me processou? Porque todas as críticas que fiz a ele, eu baseei em lei”.
O pastor disse que a medida judicial representa um padrão de conduta que visa silenciar opositores. “E por que isso agora? Porque esse é um modo de operação do ditador da toga Alexandre de Moraes: calar seus opositores, seus adversários, quem enfrenta ele. É só você ver a história dos últimos 4 anos”.
Sobre os áudios que vieram a público, Malafaia atribuiu o vazamento à Polícia Federal. “Eu não falei nada de mais. Os áudios vazados de conversas particulares e secretas com Bolsonaro no telefone dele é um modus operandis. Isso não é de graça. Qual é a ideia? A Polícia Federal, que detém a guarda de um inquérito sigiloso, vazou [os áudios]. E vazou para a imprensa oficial de Alexandre de Moraes, que é a Globo News”.
Na avaliação do líder da ADVEC, a divulgação das gravações teria o propósito de desviar a atenção da medida que considera abusiva. “E vazou por quê? Para desviar o foco da maldade, do absurdo que fez comigo. Para tentar me desmoralizar diante da opinião pública brasileira e da opinião pública evangélica. Esse é o jogo. Tirando o foco do crime. Artigo 5º, inciso 10º da Constituição é inviolável a vida particular das pessoas. Eu não falei nada de mais”.
Malafaia também contestou a justificativa para a retenção de seu passaporte. “Agora, escute: eu estava chegando do exterior de Portugal, eu não estava saindo. Nenhum dos áudios tem uma palavra minha de que eu vou fugir do Brasil. Todo o mundo jurídico sabe que para prender o passaporte de alguém [é preciso que haja] risco iminente de fuga. Tem que provar. Onde é que está a prova, ditador da torre Alexandre de Moraes, que eu ia fugir do país? Onde é que está essa prova? Eu estava chegando do exterior”.
Ao mencionar seus cadernos de sermões, o pastor afirmou que a apreensão configura interferência direta em sua atividade religiosa. “E tem uma coisa grave: ao prender o meu passaporte, ele está impedindo o meu exercício da minha atividade religiosa. Então deixa de simplesmente ser perseguição política para também ser perseguição religiosa. Quando toma os meus cadernos de esboços, que é a minha ferramenta de trabalho, também é perseguição religiosa. E pode devolver meus cadernos, que isso não é suficiente”.
Encerrando sua declaração, Malafaia afirmou que não será intimidado pela decisão judicial: “A verdade é que essa é a maneira que Alexandre de Moraes faz para tentar calar seus opositores. Só que ele escolheu o cara errado, porque eu não tenho medo dele e eu não vou calar. […] Não que eu tenha poder de fazer alguma coisa contra você. Não, não é isso, não. Mas eu tenho um Deus. E o meu Deus, um dos nomes de Deus, é […] ‘o Senhor que é a justiça nossa’. E eu quero profetizar aqui: não me pergunte o dia e o tempo, em nome de Jesus, Alexandre de Moraes, você vai dar conta a Deus ou vai dar conta à sociedade brasileira e ao povo, que é o supremo poder, ou as duas coisas juntas […] Eu não vou parar de falar”.