A senadora Damares Alves, autora do requerimento que autorizou a quebra de sigilos do banqueiro Daniel Vorcaro, informou que a CPMI do INSS tem se sentido pressionada por lobby de bancos, igrejas e políticos de diferentes espectros.
Ela afirmou que a investigação deve aprofundar, em 2026, o capítulo relacionado ao Banco Master. A senadora declarou que, além de descontos considerados ilegais atribuídos a entidades associativas, aposentados e pensionistas relataram prejuízos com empréstimos consignados que não conheciam.
“A CPMI do INSS vai colocar muita gente na cadeia”, declarou, em entrevista ao programa Sala de Imprensa.
Damares Alves disse que templos e igrejas também apareceram na apuração como possíveis canais de captação de aposentados e pensionistas para descontos indevidos. “Nós estamos identificando igrejas no esquema de fraude com aposentados. Há pastores que pedem para não investigar, não decepcionar os fiéis”, afirmou.
A senadora declarou que a CPMI “marca uma nova era das comissões parlamentares no Congresso” e que a investigação deve atingir agentes de “esquerda a direita” e “muitos governos”. “O banco Master é o maior escândalo de tráfico de influência do mundo”, disse.
De acordo com o SBT News, a senadora relatou ainda uma abordagem feita pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban): “A Febraban procurou a CPMI e disse ‘não mexam com isso que vocês vão chegar a 21 instituições financeiras no Brasil, vai gerar um apagão no sistema financeiro’”, afirmou.
Damares acrescentou que a apuração deve alcançar “muitas instituições” e declarou que consignados “não é só Banco Master”. “Nós estamos diante de um escândalo absurdo. Onde chegamos não tem mais caminho de volta”, disse.
A CPMI convocou Daniel Vorcaro para prestar depoimento no retorno dos trabalhos legislativos neste ano. Damares Alves afirmou que o conteúdo de mensagens e ligações registradas no celular dele tem “amplo alcance” e que outros banqueiros também devem ser chamados para depor.








































