Donald Trump afirmou, na terça-feira, que acredita que Deus aprova o trabalho realizado no primeiro ano de seu segundo mandato. A declaração foi dada durante uma aparição na sala de imprensa da Casa Branca, em ocasião marcada como o primeiro aniversário de sua segunda posse.
“Acho que Deus está muito orgulhoso do trabalho que fiz”, disse Trump, ao ser questionado se considerava que foi colocado na posição de autoridade por vontade divina. Na mesma resposta, ele citou ações ligadas à pauta religiosa e afirmou que seu governo estaria “protegendo muitas pessoas” que, segundo ele, não receberiam a mesma proteção sob outra presidência, mencionando cristãos e judeus ao descrever essa atuação.
Ao longo da entrevista coletiva, o presidente também abordou a atuação do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE). Em determinado momento, ele afirmou ter consultado uma lista de imigrantes em situação irregular procurados por crimes graves e detidos por agentes federais. Trump comentou ainda os protestos recentes em cidades como Minneapolis e atribuiu as manifestações a “agitadores profissionais”, dizendo que seriam pessoas interessadas em “ver o país em maus lençóis”.
Na fala, Trump citou a morte de Renee Good, de 37 anos, em um episódio envolvendo o ICE, e conectou o ambiente de tensão a um caso ocorrido em St. Paul, no estado de Minnesota. Ele criticou o ex-apresentador da CNN Don Lemon por participar de um protesto em uma igreja local ligada à Convenção Batista do Sul, a Cities Church, e afirmou que o Departamento de Justiça abriu uma investigação sobre o episódio por possíveis violações da lei federal.
Trump defendeu que o ICE estaria apenas tentando retirar criminosos do país e enviá-los para prisões, cadeias ou instituições psiquiátricas “de onde vieram”, e chamou os agentes do órgão de “patriotas”. Em seguida, criticou Lemon e disse que a maneira como ele entrou na igreja foi “terrível”.
O presidente também elogiou o reverendo Jonathan Parnell, pastor principal da Cities Church. Trump afirmou que Parnell manteve postura calma ao pedir que Lemon e outros participantes deixassem o local, enquanto era questionado sobre a Constituição dos Estados Unidos e sobre como Jesus trataria manifestantes que interrompem um culto. “Tenho muito respeito por aquele pastor”, disse Trump, acrescentando que considerou “horrível” o que aconteceu durante o culto, segundo o The Christian Post.
Após a repercussão, um membro da Cities Church afirmou que foi orientado a evitar contato com a imprensa devido à investigação em andamento. Parnell, por sua vez, publicou uma mensagem privada na terça-feira com um trecho do Catecismo de Heidelberg, de 1563, expressando confiança de que Deus proverá o necessário “para o corpo e para a alma” e que transformará em bem as adversidades, por ser “Deus Todo-Poderoso” e “um Pai fiel”.










































