A queda da internet no Irã fez mais do que desconectar dispositivos; ela silenciou vidas. Mães, pais, irmãos e amigos esperam sem saber se seus entes queridos e irmãos na fé estão seguros, presos, feridos ou pior.
Com as ruas sob forte presença de segurança e comércios forçados a fechar, a renda desapareceu da noite para o dia para inúmeras famílias. Ligações são monitoradas, mensagens não chegam aos destinatários.
Impactos da queda de internet no Irã entre cristãos
Daniel*, que atua em um ministério cristão online, fala sobre dois cristãos com quem ele mantinha contato há vários anos que foram mortos nos protestos. “Eles oravam durante o dia e iam às ruas à noite. Estamos de coração partido e profundamente preocupados com suas famílias, que agora estão sendo monitoradas e ameaçadas.”
Na última terça‑feira, Mogan* e seu marido, que fugiram do Irã após severos interrogatórios por causa da fé, receberam uma ligação de membros de sua antiga igreja doméstica.
“Uma de nossas irmãs contou que a polícia havia invadido a casa de uma cristã e a prendido. Nenhuma explicação foi dada. Ela havia participado dos protestos. Talvez seu rosto tenha sido reconhecido e sua identidade já estivesse registrada”, conta Mogan.
“As pessoas protestam por comida, água e eletricidade, coisas necessárias para viver e quando tentaram expressar sua dor, foram respondidas com prisões e balas”, relata Raja*, que fugiu do Irã há dez anos. Já faz quase dez dias desde a última vez que ele teve notícias de sua família. “Só espero que estejam seguros”, ele afirma.
Este momento no Irã não é movido por demandas religiosas. Os cristãos que participam dos protestos estão ao lado de seus compatriotas de todas as etnias e crenças em manifestações pacíficas pelo futuro da nação. Ainda assim, em meio às prisões, cristãos enfrentam vulnerabilidade adicional, por isso os pedidos por oração são urgentes.
*Nomes alterados por segurança.
Fonte: Portas Abertas










































