O céu no sul do Chile foi coberto por uma espessa nuvem de fumaça na última terça-feira, 20, enquanto milhares de famílias nas cidades de Lirquén e Penco lidavam com os impactos dos recentes incêndios florestais.
Segundo relatos locais, o fogo matou pelo menos 20 pessoas e destruiu mais de 34 mil hectares, atingindo áreas residenciais e diferentes comunidades, incluindo grupos religiosos. Publicações nas redes sociais, como as divulgadas pela página Chile Evangélico, mostram templos destruídos que funcionavam como espaços de culto e apoio para moradores da região.
Em Lirquén, as chamas avançaram com rapidez, impulsionadas por condições climáticas extremas. Moradores de áreas mais altas, como o bairro Ríos de Chile, disseram que a propagação foi tão acelerada que dificultou qualquer tentativa de contenção, de acordo com o portal Christian Daily.
Vídeos e imagens compartilhados online indicam que várias congregações evangélicas perderam seus prédios. Entre os registros aparecem estruturas reduzidas a escombros, cadeiras de metal deformadas pelo calor, instrumentos musicais queimados e Bíblias parcialmente consumidas pelas chamas, sinalizando a dimensão das perdas.
Um morador de Lirquén resumiu o sentimento de muitos ao relatar que tentou proteger o que pôde, mas viu o fogo chegar em poucos instantes. Para membros das igrejas atingidas, a destruição não se limita ao dano material, já que muitos desses espaços também eram pontos de encontro e centros de apoio social em bairros vulneráveis.
As autoridades também mencionaram a perda de uma igreja histórica em Lirquén, construída em 1913, considerada parte do patrimônio religioso local. Ao mesmo tempo, relatos apontam que diversas famílias perderam casas e bens, incluindo integrantes de congregações que viviam nas áreas mais afetadas.
A tragédia ganhou repercussão nacional com histórias como a de Matías Arriagada, que teria perdido o pai e um animal de estimação da família durante os incêndios. Mesmo em meio ao luto, moradores começaram a se organizar para apoiar vizinhos, repetindo a ideia de que, apesar de terem perdido muito, ainda estavam vivos.
Organizações religiosas e entidades de ajuda cristã, como a Cáritas e outros grupos locais, iniciaram ações de assistência para famílias atingidas nas regiões de Ñuble e Biobío, oferecendo suporte emergencial e mobilizando doações para os desabrigados.









































