***NURSE JENNIFER VINDICATED***
Celebrate with us as Jennifer will face no further action. Praise God! pic.twitter.com/ey3MPpZfxS
— Christian Concern (@CConcern) January 20, 2026
A enfermeira Jennifer Melle, que atuava no serviço público de saúde (NHS) do Reino Unido e recusou usar pronome trans com paciente condenado por pedofilia, teve todas as acusações retiradas, segundo anúncio feito na terça-feira, 20 de janeiro. A decisão foi apresentada por apoiadores como um desfecho favorável para debates sobre liberdade religiosa no país.
O Epsom and St. Helier University Hospitals Trust, em Londres, confirmou a retirada da acusação, aberta após uma reclamação de um paciente atendido por ela em maio de 2024. Conforme o relato do caso, durante uma ligação com um médico, Jennifer se referiu ao paciente como “senhor” ao informar que ele gostaria de receber alta. O paciente reagiu, afirmando: “Não me chame de senhor! Eu sou uma mulher!”.
Ainda de acordo com a narrativa apresentada, Jennifer respondeu que não poderia usar o pronome “ela” por entender que isso contrariaria sua fé e seus valores cristãos, mas disse que poderia chamar o paciente pelo nome.
Processo e sanções
Jennifer, que tinha 12 anos de serviço sem advertências anteriores, passou a responder a um processo disciplinar sob a acusação de não respeitar a identidade preferida do paciente. O texto informa que, apesar de o paciente se identificar como mulher, os registros clínicos indicavam sexo biológico masculino e mencionavam histórico de crimes sexuais.
Em outubro de 2024, ela foi submetida a uma audiência disciplinar, recebeu advertência final por escrito e foi encaminhada ao Conselho de Enfermagem e Obstetrícia (NMC), que, segundo o relato, chegou a descrevê-la como “risco potencial”. As medidas também teriam incluído transferência de ala, rebaixamento e dificuldades para obter turnos extras, com a remoção do nome dela do sistema interno.
Com apoio do Christian Legal Centre, Jennifer ingressou com uma ação contra o NHS, citando assédio, discriminação e violação da liberdade religiosa.
Próximos passos
Após a retirada das acusações, Jennifer afirmou estar aliviada e agradeceu a apoiadores e organizações que acompanharam o caso. Em declarações divulgadas, ela disse: “Dou toda a glória a Ele”, ao agradecer a Deus, e relatou que viveu “uma jornada incrivelmente longa e dolorosa”.
Jennifer também declarou apoio a colegas que, segundo ela, enfrentam dilemas semelhantes entre convicções religiosas e exigências institucionais. Ao final, afirmou que ainda aguarda o tribunal trabalhista previsto para abril.









































