Brad Hagan, pastor presidente da Thrive Church, e sua esposa, Amy Hagan, informaram que foram suspensos por seis meses pela Associação das Igrejas Cristãs Australianas (Australian Christian Churches, ACC) após uma investigação sobre denúncias envolvendo a liderança do casal.
Eles comunicaram a suspensão em uma carta à congregação e afirmaram que o afastamento foi solicitado pela diretoria estadual da ACC: “Ser convidado a nos afastarmos é muito doloroso. Formalmente, isso é considerado uma suspensão e não tem sido fácil para nós”, escreveram.
O casal disse que decidiu aceitar a medida e acrescentou: “Optamos por nos submeter à Diretoria Estadual, confiando que Deus usará este tempo para cura, reflexão e crescimento após o que tem sido um período muito desafiador e emocional”.
Na mesma carta, Brad e Amy Hagan declararam que a ACC, que eles descreveram como o “órgão de credenciamento”, recebeu diversas reclamações sobre a liderança deles no segundo semestre de 2025. Eles afirmaram que a apuração concluiu que, “involuntariamente”, houve dano emocional a membros durante o período em que estiveram à frente da Thrive Church, situada em Nova Gales do Sul.
“Embora eles [a ACC] não tenham encontrado evidências que corroborassem a extensão das acusações nas cartas, determinaram que, involuntariamente, danos emocionais foram causados a pessoas durante nosso período como líderes da Thrive Church”, escreveram.
O casal afirmou que lamenta o relato de sofrimento entre membros da igreja e disse que não houve intenção de causar dor: “Lamentamos profundamente saber que algumas pessoas sofreram durante nosso período como líderes da Thrive. Se esse for o seu caso ou o de alguém que você conhece, queremos expressar nossas sinceras condolência”, declararam. “Nunca foi nossa intenção ou desejo causar dor a ninguém. Levamos essas situações muito a sério e faremos o possível para lidar com elas”.
Brad e Amy Hagan disseram que têm duas filhas e que se mudaram para a Costa Central da Austrália em 2013 para liderar a igreja. Eles afirmaram que a suspensão ocorre enquanto já avaliavam, com a diretoria e presbíteros, a possibilidade de tirar um período de descanso no início de 2026. “Compartilhamos com nossos líderes no final do ano passado que faríamos uma pausa no início de 2026 e, desde então, a ACC também nos pediu para nos afastarmos do ministério e da Igreja Thrive por seis meses”, escreveram.
O casal disse que a ACC informou que a suspensão “não tem a intenção de ser punitiva, mas sim protetora, restauradora e formativa”, e que o período deve abrir espaço para cura, crescimento e reflexão. Eles também afirmaram que a diretoria da igreja deve apresentar mais detalhes durante o culto das 10h de domingo, 18 de janeiro.
Brad e Amy Hagan encerraram a carta afirmando que pretendem atualizar a congregação ao longo do ano e disseram que seguem convictos do chamado ministerial: “Esperamos compartilhar mais detalhes sobre nossa jornada com vocês ainda este ano, à medida que discernirmos nossos próximos passos. Continuamos a sentir fortemente o chamado de Deus em nossas vidas e ministério, e confiamos que Ele nos guiará nesta próxima fase”.
De acordo com o The Christian Post, ACC é o nome adotado pelas Assembleias de Deus na Austrália a partir de 2007, segundo a própria denominação, que tem quase 90 anos e reúne 1.100 igrejas e aproximadamente 400 mil membros.







































