O professor titular do Departamento de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Tassos Lycurgo, tornou-se alvo de um movimento liderado por estudantes que pede seu afastamento da instituição. O docente, teólogo e identificado com posições conservadoras, é acusado de proferir declarações transfóbicas.
Um coletivo de estudantes divulgou, em suas redes sociais, um comunicado solicitando a demissão do professor. O grupo afirmou que Lycurgo teria feito “falas transfóbicas, desinformativas e conspiratórias”. Como parte da mobilização, os alunos organizaram um abaixo-assinado online e informaram ter protocolado uma denúncia formal na Ouvidoria da UFRN, acompanhada de um dossiê com as supostas justificativas para a exoneração.
Em resposta, o professor Lycurgo negou as acusações e atribuiu a campanha a uma articulação política. “Militantes comunistas da UFRN estariam articulados com um grupo político nacional para pressionar por minha expulsão”, declarou. Ele afirmou ainda que mensagens e notas vêm sendo disseminadas de forma coordenada em grupos de WhatsApp da universidade e em plataformas sociais. “O motivo? Não toleram uma opinião divergente”, completou.
O docente também utilizou suas redes sociais para compartilhar uma série de mensagens ofensivas que disse ter recebido, contendo xingamentos como “escória”, “traste” e “psicopata”. Lycurgo, que possui mais de um milhão de seguidores em plataformas digitais e é frequentemente convidado para podcasts sobre teologia, tem sua atuação pública criticada pelo coletivo estudantil, que destacou seus posicionamentos contrários a conceitos como “racismo estrutural” e ao ativismo transgênero.
Sobre o clima no ambiente universitário, Lycurgo publicou: “Quando a política vira religião, o contraditório vira blasfêmia. E quando o campus vira laboratório ideológico, a liberdade vira ‘problema’”. Ele defendeu que uma “universidade saudável não cancela: debate. Não expulsa: confronta ideias. Não fabrica unanimidade: protege a diversidade de pensamento.”
A Reitoria da UFRN não se pronunciou publicamente sobre o caso até o momento. A denúncia segue em análise pelos canais internos da universidade.







































