Se depender do roteiro fora das telas, “Dark Horse” já começou antes mesmo da estreia e com direito a política, dinheiro, investigação e uma boa dose de suspense. O filme que retrata de forma ficcional a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro conseguiu avançar na Agência Nacional do Cinema (Ancine), que aceitou o registro da produção como obra estrangeira.

E é justamente nos bastidores que a história fica ainda mais cinematográfica. A produtora responsável por “Dark Horse” aparece no centro de apurações envolvendo o financiamento do projeto. A Polícia Federal investiga possíveis irregularidades e busca esclarecer a origem e o caminho de recursos ligados à produção suspeitas que ainda estão sendo investigadas e não significam, por si só, comprovação de crime.
Assim, enquanto Bolsonaro será personagem na tela, os bastidores parecem empenhados em disputar protagonismo. “Dark Horse” venceu mais uma barreira administrativa para chegar aos cinemas, mas, antes mesmo de o público conhecer o filme, a produção já coleciona capítulos suficientes para alimentar uma trama própria e essa, pelo visto, ainda está longe dos créditos finais.









































