O que deveria ser mais uma viagem de alta velocidade terminou em tragédia na Espanha. Pelo menos 64 pessoas morreram nesta quarta-feira (28) após a colisão entre dois trens na província de Toledo, a cerca de 150 quilômetros de Madri. As composições transportavam 544 pessoas, incluindo um bebê, quando um trem da estatal Renfe atingiu a traseira de outro, da empresa privada Iryo, nas proximidades da estação de Urda. Com o impacto, vagões descarrilaram e caíram em um barranco, deixando destroços espalhados e 80 feridos, dos quais 55 precisaram de atendimento hospitalar. O número de vítimas fatais ainda pode aumentar.
O acidente aconteceu por volta das 8h54, no horário local, e provocou a suspensão da circulação ferroviária entre Madri e a região da Andaluzia. Equipes de emergência foram mobilizadas para socorrer as vítimas, enquanto o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, acompanhava a situação junto às autoridades regionais e ao Ministério dos Transportes. Relatos de passageiros descrevem um estrondo violento, seguido de cenas de destruição. As circunstâncias da colisão ainda precisam ser esclarecidas.
O mais preocupante é que esta é a terceira tragédia ferroviária registrada na Espanha somente em 2026. Em janeiro, uma colisão entre trens de alta velocidade perto de Adamuz, na província de Córdoba, deixou 46 mortos e mais de cem feridos, desencadeando uma greve nacional de maquinistas por melhores condições de segurança. Poucos dias depois, outro trem descarrilou nas proximidades de Barcelona, causando a morte do condutor e deixando dezenas de feridos. A sequência de acidentes reacende os questionamentos sobre a manutenção dos trilhos, o desgaste da infraestrutura e a segurança de uma das principais redes ferroviárias de alta velocidade da Europa.