A missão entre surdos em Angola está ganhando força com o apoio de missionários e líderes brasileiros. A Junta de Missões Mundiais (JMM) da Convenção Batista Brasileira anunciou que o II Congresso Nacional de Surdos e Intérpretes reuniu mais de 200 participantes no país africano, e está preparando o envio do primeiro missionário surdo brasileiro para Angola.
Crescimento da missão entre surdos
O congresso, realizado nos dias 7 e 8 de agosto, contou com a presença de surdos, intérpretes, familiares e líderes de sete províncias angolanas, além de convidados de outros países. O evento dobrou o número de participantes em relação à primeira edição, realizada em 2024, que teve cerca de 100 pessoas.
“Grandes coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres.”
Durante o congresso, 60 pessoas se comprometeram a promover a acessibilidade nas igrejas, tanto dentro quanto fora de Angola. A programação incluiu oficinas sobre evangelismo entre surdos e viagens missionárias, além de debates sobre a tradução da Bíblia para línguas de sinais e o papel dos intérpretes nos ministérios.
Treinamento Global de Surdos
Na semana seguinte ao congresso, cerca de 50 pessoas de Angola, Brasil, São Tomé e Príncipe, China e Estados Unidos participaram do Treinamento Global de Surdos. O curso foi conduzido em língua de sinais, com forte presença de líderes surdos à frente das aulas, abordando temas como evangelismo, estudo bíblico, discipulado e plantação de igrejas.
“Grandes coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres”
—Francisco Cassinda Epamba
Desafios e próximos passos
A JMM, em parceria com a Convenção Batista de Angola e a IMB Deaf Affinity, está abrindo novos trabalhos com a comunidade surda em diferentes localidades do país. Uma das iniciativas é o Radical Surdo Global, em Cuima, que visa formar uma igreja acessível desde o início.
O próximo passo é a ida do primeiro missionário surdo brasileiro para Angola, cujo nome não foi divulgado, pois a viagem depende da conclusão de procedimentos consulares. A JMM destaca desafios como a falta de materiais, recursos e estrutura para o trabalho com surdos, e sonha em criar um centro de acolhimento para crianças surdas em situação de vulnerabilidade.









































