O futuro governo de Marcos Rogério (PL) já começa a movimentar as peças para administrar os mais de R$ 20 bilhões previstos no Orçamento de Rondônia para 2027. O deputado federal reeleito Lúcio Mosquini (PL) deve apresentar, ainda nesta semana, os primeiros diagnósticos das equipes de transição, que servirão de base para as negociações com a Assembleia Legislativa. A prioridade será a Saúde, especialmente nos primeiros 100 dias de governo, com a promessa de reduzir as filas de exames, consultas e cirurgias. Para isso, está prevista a criação de um Gabinete de Crise, formado por técnicos responsáveis por decisões e medidas emergenciais.
O desafio será reorganizar as contas sem descumprir o Plano Plurianual (2024-2027) e os percentuais previstos em lei. Atualmente, 12% dos recursos são destinados à Saúde e 25% à Educação, mas o novo governo poderá negociar valores maiores com os deputados que encerram seus mandatos. A divisão orçamentária entre os Poderes estabelece 74,89% para o Executivo, 11,29% para o Judiciário, 4,98% para o Ministério Público, 4,77% para a Assembleia Legislativa, 2,54% para o Tribunal de Contas e 1,53% para a Defensoria Pública. O Executivo também deverá informar mensalmente a arrecadação para garantir os repasses devidos a cada órgão.
Outra fatia importante do orçamento envolve as emendas parlamentares. Cada deputado estadual da próxima legislatura terá aproximadamente R$ 15 milhões para indicar investimentos, sendo metade obrigatoriamente destinada à Saúde. O cálculo considera 2% da receita corrente líquida de 2026 e poderá sofrer alterações após o fechamento fiscal. Enquanto isso, Mosquini sinaliza que a nova gestão pretende passar o pente-fino nos contratos públicos e reduzir despesas com cargos de confiança, diárias e viagens. A estratégia é enxugar a máquina administrativa para financiar ações na Saúde, colocando à prova uma das principais promessas da campanha de Marcos Rogério.










































