O senador Flávio Bolsonaro afirmou ter solicitado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) sejam classificadas como organizações terroristas estrangeiras. Segundo o parlamentar, o pedido foi feito durante reunião realizada na terça-feira, 26 de maio, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington (DC).
De acordo com Flávio, o encontro tratou de temas relacionados à segurança pública, minerais estratégicos, tarifas comerciais e cooperação internacional. O senador afirmou que a reunião ocorreu a convite da própria Casa Branca. “Foi um convite direto do presidente dos EUA, feito ao seu nível, entre líderes políticos”, declarou durante coletiva de imprensa após a reunião.
Segundo o parlamentar, o principal tema apresentado ao presidente norte-americano foi o combate ao crime organizado. “Pedi enfaticamente ao presidente Trump que designe o quanto antes o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras”, afirmou.
Flávio disse que Trump não apresentou uma resposta definitiva sobre a proposta, mas informou que o assunto será analisado. O senador também declarou considerar necessária uma cooperação internacional para enfrentar facções criminosas com atuação transnacional.
Nos Estados Unidos, a classificação de grupos como organizações terroristas estrangeiras pode ampliar mecanismos de cooperação internacional, sanções financeiras e compartilhamento de inteligência entre governos.
Durante a coletiva, Flávio afirmou que pretende aproximar o Brasil de uma aliança regional de segurança caso seja eleito presidente da República. Segundo ele, a partir de 2027 o país passaria a integrar o “Escudo das Américas”, iniciativa multinacional de cooperação militar voltada ao combate ao crime organizado.
O senador também afirmou ter discutido com Trump o potencial brasileiro na produção de minerais estratégicos conhecidos como “terras raras”, utilizados na fabricação de baterias, componentes eletrônicos e equipamentos de alta tecnologia. “Temos a segunda maior reserva mundial e somos a única alternativa real à China para o mundo livre”, declarou ao defender uma parceria econômica entre Brasil e Estados Unidos nesse setor.
Sobre a relação comercial entre os dois países, Flávio afirmou ter dito ao presidente norte-americano que, em um eventual governo seu, não haveria necessidade de sanções às exportações brasileiras. Segundo ele, haveria espaço para “acordos comerciais e de investimentos sólidos” entre os dois países.
Na entrevista, o senador também afirmou ter apresentado a Trump o cenário eleitoral brasileiro, que classificou como “muito disputado”. Apesar disso, disse ter “convicção” de que vencerá a eleição presidencial porque “o povo brasileiro cansou de Lula”.
Levantamento divulgado na sexta-feira, 22 de maio, pelo Datafolha mostrou um cenário de empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em uma eventual disputa de segundo turno. Segundo a pesquisa, Lula aparece com 47% das intenções de voto, enquanto o senador registra 43%, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
De acordo com a revista Oeste, Flávio também afirmou que Trump perguntou sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro e sobre sua situação judicial. “A primeira coisa que ele fez foi perguntar sobre o meu pai. Perguntou sobre as condições da prisão, sobre como ele está”, declarou o senador. Segundo Flávio, ele transmitiu ao presidente norte-americano um abraço enviado pelo ex-presidente brasileiro.

































