Em um ataque raro em um país conhecido pela coexistência pacífica entre religiões, suspeitos de extremismo islâmico atacaram um funeral em uma igreja ortodoxa grega na Jordânia, matando pelo menos sete pessoas e ferindo outras 28.
Detalhes do ataque
O ataque ocorreu na sexta-feira, 23 de outubro, na Igreja Ortodoxa Grega de São Jorge, localizada em Hmood, na província de Karak, cerca de 180 quilômetros ao sul de Amã. Os atiradores abriram fogo contra a multidão que participava do funeral, conforme relatado pelo Christian Daily.
Um oficial da agência de segurança pública descreveu o incidente como um ataque terrorista direcionado aos cristãos presentes no funeral. Testemunhas relataram que os agressores gritavam Allahu Akbar enquanto disparavam contra o pátio da igreja, onde a maioria dos enlutados estava reunida.
Reação das autoridades
Em uma postagem na rede social X, o rei Abdullah prometeu uma resposta severa contra os responsáveis pelo “ato terrorista”. Ele afirmou que “o sangue dos jordanianos é precioso” e que o país retaliará com “mão de ferro”.
“O sangue dos jordanianos é precioso, e nós vamos retaliar com mão de ferro contra aqueles que transgridem contra este país”
—rei Abdullah
Contexto e antecedentes
Embora a violência anticristã seja rara na Jordânia, o país já enfrentou incidentes de violência religiosa no passado. Em 2008, um coral cristão libanês foi atacado em Amã, e tentativas de ataques a igrejas e cemitérios cristãos foram frustradas. Em 2009, houve uma tentativa de bombardeio a uma igreja católica romana.
Outros ataques significativos no país, que não visaram exclusivamente cristãos, incluem atentados suicidas em hotéis em Amã em 2005 e um ataque a uma instalação de treinamento policial em 2015.
Investigação em andamento
O Ministro do Interior Mazen al-Farrayeh classificou o ataque como uma “operação terrorista” realizada por um grupo de extremistas. As forças de segurança foram enviadas à área para procurar os agressores, conforme reportado pelo al-Monitor.
7pessoas mortas no ataque
O ataque em Karak, uma cidade predominantemente cristã, chocou a comunidade local, que nunca esperava um ato de violência dessa magnitude.









































