Elisha Wiesel, filho do renomado sobrevivente do Holocausto Elie Wiesel, criticou duramente os comentários de Barack Obama sobre os judeus, feitos após o ex-presidente receber um doutorado honorário na Queen’s University Belfast, na Irlanda do Norte.
Declaração polêmica de Obama
Durante um discurso após a cerimônia de doutoramento, Barack Obama afirmou que, após milênios de perseguição, os judeus “tomaram terras de pessoas e foram excessivos”, o que gerou reações de descontentamento. Segundo Obama, essas pessoas consideraram a ação injusta e desejaram suas terras de volta.
Resposta de Elisha Wiesel
Em um artigo publicado no The Wall Street Journal, intitulado “Obama’s Dangerous Mideast Words”, Elisha Wiesel expressou sua preocupação e indignação com as palavras de Obama. Wiesel destacou que a declaração do ex-presidente foi não apenas errônea, mas também perigosa, especialmente vinda de alguém com influência em relações internacionais.
“O lugar do Sr. Obama não é ao lado daqueles que classificam a sobrevivência judaica como excessiva. O seu lugar é ao lado das vítimas assassinadas em Hebron e no dia 7 de outubro, e ao lado de um povo que, desde 1947, espera que, do outro lado da mesa, alguém pare de optar pelo ódio”
—Elisha Wiesel
Contexto histórico e defesa de Israel
Elisha Wiesel argumentou que a caracterização de Obama sobre a história judaica e o conflito israelo-árabe é profundamente equivocada. Ele lembrou que os judeus compraram terras a preços justos ou inflacionados de proprietários ausentes em Beirute e Damasco, e que enfrentaram massacres antes de 1948, além de invasões por exércitos árabes após a declaração de independência de Israel.
Wiesel também mencionou as ofertas de paz feitas por Israel em Camp David em 2000 e 2008, e a retirada de soldados e colonos de Gaza em 2005, como exemplos de esforços israelenses para alcançar a paz.
Legado de Elie Wiesel
Elisha Wiesel continua o trabalho de seu pai através da Elie Wiesel Foundation for Humanity. Ele destacou que o auditório do Centro Presidencial de Obama em Chicago, inaugurado em junho passado, leva o nome de seu pai, Elie Wiesel.
Wiesel encerrou seu artigo com um apelo para que Obama reconsidere sua posição, afirmando que a sobrevivência judaica não deve ser vista como excessiva, mas sim como uma luta contínua por reconhecimento e paz.










































