O evangelista Franklin Graham divulgou um comunicado na manhã de quinta-feira, 17 de abril, no qual comentou a repercussão de uma publicação do presidente Donald Trump nas redes sociais. A imagem, posteriormente removida, mostrava Trump com aparência semelhante à de Jesus Cristo.
Graham afirmou não acreditar que Trump tenha feito a associação de forma intencional. “Não acredito que o presidente Trump se retrataria conscientemente como Jesus Cristo — isso certamente seria inapropriado. Agradeço que o presidente tenha deixado bem claro que não era isso que ele pensava que a imagem gerada por IA representava — ele achou que era um médico ajudando alguém e, quando soube das preocupações, removeu a publicação imediatamente”, declarou.
A postagem havia sido publicada na Truth Social e foi apagada na segunda-feira, 14 de abril, após críticas de apoiadores e do presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson. Trump negou que estivesse se comparando a Cristo e afirmou que interpretou a imagem como a de “um médico” auxiliando pessoas.
Na quarta-feira, 16 de abril, Trump compartilhou outro conteúdo, no qual aparece sendo abraçado por Jesus diante de uma bandeira dos Estados Unidos. A legenda sugeria que Deus poderia estar utilizando o presidente para expor adversários políticos. “Os lunáticos da esquerda radical podem não gostar disso, mas eu acho muito legal!!!”, escreveu.
Franklin Graham declarou concordar com a explicação apresentada por Trump sobre a primeira imagem e afirmou não ter identificado elementos religiosos na ilustração. “Quando olhei para a ilustração, não cheguei à mesma conclusão que alguns. Não havia referências espirituais — nenhuma auréola, nenhuma cruz, nenhum anjo. Era uma bandeira, soldados, uma enfermeira, aviões de caça, águias, a Estátua da Liberdade, e acho que isso é muito barulho por nada”, disse em publicação no X.
Ele também comentou as críticas direcionadas ao presidente. “Há muita especulação mal-intencionada. Acho que seus inimigos estão sempre se precipitando em qualquer oportunidade para prejudicá-lo”, afirmou.
Ao mencionar a segunda imagem, Graham incentivou a busca por orientação espiritual. “Devo dizer que gosto do fato de esta ser uma imagem de Jesus sussurrando em seu ouvido, ou pelo menos com a mão em seu ombro, guiando-o. Todos nós precisamos disso — todos nós precisamos ouvir Jesus”, declarou.
O evangelista acrescentou que a repercussão estaria sendo ampliada de forma indevida. “Mais uma vez, acho que estão tentando distorcer a situação para que pareça algo que não é. Lembrem-se, o presidente Trump não desenhou isso, ele não criou isso, ele republicou em suas redes sociais porque achou bonito — e eu concordo”, disse.
As declarações ocorrem em meio a divergências públicas entre Trump e o papa Leão XIV sobre temas internacionais, incluindo a guerra no Irã. No comunicado, Graham manifestou expectativa de um eventual encontro entre ambos. “Não sou católico, sou evangélico, mas reconheço a forma como o presidente Trump defendeu a liberdade religiosa de pessoas de todas as crenças, incluindo milhões de evangélicos e católicos nos EUA e em todo o mundo. Ele é o presidente mais pró-cristão e pró-vida da minha vida, e não se esquiva disso”, afirmou.
Ele também declarou: “Espero que o presidente e o papa Leão possam se encontrar em algum momento, e que o papa tenha a oportunidade de agradecer ao presidente pelos seus esforços para proteger a liberdade religiosa dos católicos e das pessoas de todas as crenças”.
Nos últimos dias, Graham também esteve envolvido em outros episódios relacionados ao presidente. No Domingo de Ramos, Trump divulgou uma carta enviada pelo evangelista em outubro anterior, na qual ele o incentivava a refletir sobre sua fé. Durante a Semana Santa, Graham participou de um almoço na Casa Branca que gerou repercussão após declarações da televangelista Paula White-Cain, segundo o The Christian Post.
Em março, durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada em Grapevine, no Texas, Graham afirmou que era importante apoiar Trump. Posteriormente, ele declarou que “se expressou mal” e que se referia às políticas defendidas pelo presidente.










