Uma cobrança por serviços na fazenda terminou em assassinato, ocultação de cadáver e uma condenação que soma 47 anos e 8 meses de prisão. Após dois dias de julgamento na 1ª Vara do Tribunal do Júri de Porto Velho, Daniel Barroso de Souza e William Borges Costa foram condenados pela morte do empresário Edson Nascimento Dalto, proprietário de supermercado e fazendeiro, assassinado em maio de 2024, no distrito de Triunfo, em Candeias do Jamari. Apontado pelo Ministério Público de Rondônia como articulador do crime, Daniel recebeu 28 anos de prisão, enquanto William foi condenado a 19 anos e 8 meses.
A brutalidade do crime impressiona. Segundo a acusação, Edson discutiu com os funcionários após cobrar responsabilidades na administração da propriedade e a execução de tarefas. A discussão virou uma sequência de agressões com uma grande colher de madeira, atingindo a cabeça e o corpo da vítima. Depois de matar o patrão, os envolvidos tentaram apagar os rastros: limparam a residência, jogaram o corpo em um rio, onde foi encontrado três dias depois, e afundaram o veículo do empresário em uma lagoa. Jucelainy Coelho de Araújo, ex-esposa de Daniel, também foi condenada a um ano de prisão por ocultação de cadáver, após ajudar na limpeza da cena do crime.
Durante o julgamento, conduzido pela acusação do promotor Marcus Alexandre, os dois réus confessaram o assassinato, mas alegaram ter agido sob violenta emoção após injusta provocação. A versão não convenceu os jurados, que rejeitaram a tese de homicídio privilegiado e reconheceram as três qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público: motivo fútil, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Com o veredito, a Justiça determinou o cumprimento imediato das penas, encerrando no Tribunal do Júri um capítulo de violência que marcou a região.










































