Documentos obtidos pelo Metrópoles revelam que a Lagoinha Global exigia uma prestação de contas detalhada das finanças de suas igrejas locais. Isso contrasta com as declarações de André Valadão após a divulgação de uma doação de R$ 19 milhões feita por Fabiano Zettel à Lagoinha Belvedere.
Controle financeiro das igrejas locais
Segundo o Folha Gospel, os documentos indicam que a Lagoinha Global mantinha um rigoroso acompanhamento das finanças das suas unidades. As igrejas locais eram obrigadas a registrar os valores arrecadados durante os cultos, discriminando as formas de recebimento, como cartão, Pix e dinheiro em espécie. Além disso, havia a exigência de envio de documentos relacionados às despesas, como contratos de aluguel e compras de materiais.
“As igrejas locais precisavam registrar os valores arrecadados durante os cultos.”
Os documentos também descrevem um sistema de registro das receitas de cada culto, conhecido como “ata de registro”, que deveria ser assinado pelo pastor responsável, pelo tesoureiro e pelo diácono. Havia ainda repasses financeiros das igrejas locais para a estrutura da Lagoinha Global, correspondendo a 15% da receita bruta das unidades.
Declarações de André Valadão
Após a repercussão do caso, André Valadão afirmou que as unidades da Lagoinha possuem estruturas jurídicas, administrativas e financeiras próprias. Ele declarou que não tinha conhecimento da dimensão dos valores movimentados por Zettel. No entanto, os documentos obtidos sugerem que a estrutura central da denominação solicitava informações financeiras detalhadas das unidades.
“A Lagoinha hoje está presente em muitas cidades e países. Cada igreja possui sua própria estrutura jurídica, administrativa e financeira.”
— André Valadão








































