Lydia Nwankwo, 30 anos, missionária dedicada à assistência humanitária, foi morta por atiradores não identificados em um ataque no estado de Sokoto, Nigéria, em 6 de outubro. Ela estava em uma missão de ajuda humanitária com a Sociedade da Cruz Vermelha Nigeriana.
O ataque
O ataque ocorreu por volta das 19h, quando o veículo da equipe de Lydia foi alvejado na estrada Kajiji-Shagari, no condado de Shagari. Segundo sua irmã, Chisom Nwankwo, Lydia foi atingida no peito e morreu instantaneamente. Seu corpo foi levado para casa em um veículo Hilux por volta das 23h daquela noite.
“Lydia não morreu porque era rica ou política. Ela morreu porque escolheu ir onde outros se recusaram a ir”
—Victoria Nwankwo
Missão humanitária
Além de seu trabalho com a Cruz Vermelha, Lydia também colaborava com um parceiro de desenvolvimento que apoia o Ministério da Saúde do estado de Sokoto. Ela estava envolvida em operações de campo para ajudar comunidades vulneráveis, incluindo mães, crianças e doentes, levando saúde, alimentos e esperança.
“Ela estava lá para ajudar mães, crianças e os doentes.”
Contexto de violência
O estado de Sokoto e outras regiões do norte da Nigéria têm sido palco de ataques frequentes por grupos jihadistas, como o Boko Haram e o Estado Islâmico na Província da África Ocidental (ISWAP). A violência contra cristãos na Nigéria é alarmante, com o país ocupando o sétimo lugar na lista de países onde é mais difícil ser cristão, segundo a World Watch List de 2026.
3.490Cristãos mortos na Nigéria entre 2024 e 2025
Reações e investigações
A Sociedade da Cruz Vermelha de Sokoto emitiu uma nota lamentando a morte de Lydia, destacando seu compromisso com as comunidades vulneráveis. As autoridades policiais locais afirmaram estar cientes do incidente e que investigações estão em andamento.
Conforme relatado pelo Christian Daily, a situação na Nigéria continua crítica, com sequestros e ataques a comunidades cristãs aumentando significativamente nos últimos anos.








































