O que parecia ser apenas mais uma apreensão acabou ganhando novos capítulos e colocando os investigadores diante de uma rede que ainda tinha muito a revelar. Um celular apreendido durante a Operação Fecha Boca, em 2025, acabou se tornando uma das principais peças para uma nova investigação da Polícia Civil de Rondônia. A partir da análise do aparelho, o Departamento de Narcóticos (DENARC) identificou diálogos, contatos e informações que ajudaram a revelar a dinâmica de um grupo investigado pela distribuição e comercialização de entorpecentes em diferentes pontos de Porto Velho. Batizada de Operação Escobar, a ação cumpre 13 medidas cautelares, sendo cinco mandados de prisão preventiva e oito mandados de busca e apreensão, todos na capital. Entre os alvos estão integrantes do Comando Vermelho, investigados por atuação no comércio de drogas.
No centro das informações obtidas aparece PABLO, apontado pelos investigadores como responsável pela distribuição de drogas destinadas a diferentes pontos de comercialização na capital. O trabalho de inteligência do DENARC permitiu ainda identificar outros indivíduos que, segundo os elementos reunidos na investigação, estariam envolvidos na cadeia de comercialização dos entorpecentes. E o nome da operação praticamente já estava escrito no próprio celular: nas conversas recuperadas, PABLO utilizava o username “ESCOBAR”, em referência direta ao conhecido narcotraficante colombiano Pablo Escobar.
As medidas foram cumpridas após representação da autoridade policial, com autorização do Poder Judiciário, e fazem parte do trabalho do DENARC para atingir diferentes níveis da estrutura investigada, da distribuição dos entorpecentes aos responsáveis pela comercialização e sustentação da atividade criminosa. Mas a história ainda pode ganhar novos capítulos: a Polícia Civil informa que as investigações continuam e que a análise do material apreendido durante a operação poderá levar a novos desdobramentos, nomes e conexões.








































