Dois terapeutas cristãos entraram com uma ação judicial contra a cidade de Lincoln, Nebraska, desafiando uma ordenança que proíbe a prática de “terapia de conversão” para menores LGBT, sob pena de prisão e outras sanções.
Detalhes da ação judicial
Os terapeutas Thomas Dierks e outro identificado apenas como John Doe apresentaram a queixa no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito de Nebraska. A ação contesta as seções 11.09 e 11.01.010 das ordenanças municipais de Lincoln, que proíbem a prática de “terapia de conversão” para menores identificados como LGBT.
Os terapeutas argumentam que essas ordenanças violam a proteção à liberdade de expressão garantida pela Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos. Além disso, eles alegam que as leis são vagamente definidas sob a 14ª Emenda, não esclarecendo o que é permitido ou proibido durante as sessões de terapia.
Repercussão e declarações
Segundo o The Christian Post, a queixa afirma que as ordenanças permitem que as autoridades de Lincoln interfiram na privacidade das sessões de terapia, censurando discussões e explorações de ideias solicitadas pelos próprios clientes jovens.
“Quando uma criança busca ajuda, a ordenança de Lincoln tira dela o adulto de confiança a quem recorreu e a deixa apenas com uma resposta aprovada pelo governo.”
— Matt Heffron, Thomas More Society
Matt Heffron, conselheiro sênior da Thomas More Society, que representa os terapeutas, destacou que a decisão do Supremo Tribunal dos EUA no caso Chiles v. Salazar, em março, reforça que o governo não pode censurar as palavras de um conselheiro por desaprovar o ponto de vista que expressam.
Contexto legal
Em março, o Supremo Tribunal dos EUA decidiu, por 8 votos a 1, que o estado do Colorado não poderia impedir conselheiros licenciados de ajudar menores que buscam mudar sua orientação sexual ou aceitar seu sexo biológico. A decisão destacou que uma lei neutra em termos de ponto de vista levantaria questões constitucionais diferentes e mais complexas.
O porta-voz da cidade de Lincoln afirmou que a ordenança foi aprovada em fevereiro de 2021 e que o escritório do procurador da cidade ainda não apresentou uma resposta oficial ao processo.









































