O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por meio do ministro André Mendonça, suspendeu uma propaganda da campanha de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva que associava Flávio Bolsonaro a milícias. A decisão foi motivada pelo uso irregular de inteligência artificial para simular depoimentos.
Decisão do TSE
Conforme reportado pela Revista Oeste, a decisão do TSE foi publicada em 15 de outubro de 2026, atendendo a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro. A propaganda em questão foi exibida no horário eleitoral gratuito em 13 de outubro, nos blocos da tarde e da noite na TV.
O ministro André Mendonça destacou que a peça publicitária ultrapassou os limites da crítica política ao acusar, sem provas, o candidato do PL de participar do crime organizado. Ele afirmou que a propaganda desenvolveu uma narrativa estruturada que levava o espectador a concluir que Flávio Bolsonaro mantém vínculos com organizações criminosas.
“A manifestação transmite ao eleitorado imputação factual grave, consistente na vinculação do representante à própria atividade criminosa.”
— André Mendonça
Uso de inteligência artificial
A decisão de suspender a propaganda foi baseada no uso de personagens criados por inteligência artificial para simular depoimentos reais. Segundo Mendonça, a existência de episódios envolvendo pessoas identificadas como integrantes de organizações criminosas, bem como a reprodução de pronunciamentos antigos ou de opiniões jornalísticas, não permite concluir que o candidato integra o crime organizado.
Multa por descumprimento
O ministro determinou que, em caso de descumprimento da suspensão, a campanha de Lula estará sujeita a uma multa de R$ 10 mil por exibição da propaganda. Mendonça também observou que o TSE já havia suspendido uma propaganda de Flávio Bolsonaro que associava Lula ao crime organizado, destacando que o mesmo critério deve valer para todos os candidatos.









































