Dados de 2019 indicavam a existência de aproximadamente 110 mil igrejas evangélicas em território brasileiro, com um acréscimo médio de 17 novas congregações por dia. Com base nesse quantitativo, uma projeção sugere que, se cada comunidade realizasse três pregações semanais, o número total de sermões em sete dias chegaria a 330 mil.
Ao longo de um ano, esse volume ultrapassaria 170 milhões de mensagens, ainda que grande parte delas não seja considerada inédita.
Esse expressivo número de pregações levanta uma questão sobre a origem das ideias, temas e reflexões apresentadas nos sermões. Especialistas e líderes religiosos apontam que a fonte primária deve ser a Bíblia, mas o processo de obtenção do conteúdo envolve métodos variados.
Fontes de ideias para sermões e identificação de necessidades dos ouvintes
De acordo com orientações voltadas à prática da pregação, a ideia central da mensagem pode surgir de diferentes formas. A principal delas é o estudo bíblico — seja ele devocional ou sistemático —, que, além de servir à nutrição espiritual do pregador, fornece temas para a comunicação.
Outras fontes incluem livros, jornais, revistas, filmes, outdoors, experiências pessoais e fatos ou circunstâncias da vida cotidiana.
Independentemente da origem, a orientação é que a ideia seja associada a um texto bíblico que permita uma abordagem natural, de modo que o assunto seja tratado à luz das Escrituras.
A pregação considerada bíblica se baseia em um texto específico que deve oferecer tanto o tema principal quanto os tópicos da exposição.
Além disso, a chamada “pregação relevante” deve responder a uma necessidade humana concreta. Para identificar as demandas dos ouvintes, recomenda-se que o líder mantenha relacionamento próximo com as pessoas e famílias, ouça outros líderes da igreja e, eventualmente, realize pesquisas.
Estrutura e preparação do sermão
O processo de preparação, conforme descrito, segue etapas: primeiro, o pregador deve dedicar tempo à escuta de Deus para direção na escolha do texto. Em seguida, realiza o estudo da passagem para identificar a ideia central e as secundárias. Com esse material, elabora a introdução e a estrutura do sermão, com tópicos e subtópicos.
Na sequência, preenche a estrutura com o conteúdo apropriado. Recomenda-se incluir três divisões em cada tópico: a exposição do texto base, uma ilustração e a aplicação prática. A conclusão deve funcionar como um elemento que integra toda a mensagem, e não apenas uma parte dela.
A pregação, segundo a análise, não deve ser um discurso acadêmico ou meramente teórico, mas um meio pelo qual se busca alcançar as pessoas em suas necessidades mais profundas. Com: Comunhão.












