A greve dos empregados da Caixa Econômica Federal continua nesta segunda-feira (14), mesmo após o banco decidir reabrir a mesa de negociação. O movimento começou na quinta-feira (10), depois de ser aprovado em assembleia no dia 4 de setembro, e ganhou força após 68% dos trabalhadores rejeitarem, na sexta-feira (11), a proposta final para o Acordo Coletivo de Trabalho. Entre os itens recusados estavam um prêmio de R$ 3 mil por empregado e a antecipação da participação nos lucros para o dia 18, condicionada à aprovação do acordo. Em São Paulo, a paralisação fechou, já no primeiro dia, 245 das 283 agências localizadas na base do sindicato.
Um dos principais nós da negociação é o Saúde Caixa. A proposta previa elevar de 6,5% para 8% o limite de gastos destinado ao plano e mudar a forma de custeio pelos empregados. Os bancários passariam a pagar entre 2,30% e 4,10% do salário básico, além de valores entre R$ 480 e R$ 660 por dependente. Diante da mobilização, a Caixa informou no domingo (13) que vai retomar as negociações e suspendeu, enquanto durarem as tratativas, as medidas administrativas previstas na CE VIPES 11183/2026. O banco também informou que buscará a prorrogação excepcional dos benefícios nas mesmas condições praticadas antes de 31 de agosto de 2026, até o fim da negociação.

A queda de braço, porém, ainda não terminou. A nova rodada de negociação ainda não tinha horário confirmado, embora a representação dos trabalhadores esperasse a retomada já nesta segunda-feira. A categoria também marcou mobilização às 11h30, na Avenida Paulista, e uma reunião on-line do Comando Nacional dos Bancários com representantes regionais, às 16h, para definir os próximos passos da greve. Até que haja um novo acordo, a paralisação permanece por tempo indeterminado.











































