A cantora Cristina Mel afirmou que a adoção da filha, Isabela Mel, transformou sua compreensão sobre maternidade, propósito e fé. Aos 40 anos, após enfrentar dificuldades para engravidar e passar por tratamentos de fertilidade sem sucesso, ela decidiu iniciar o processo de adoção, concluído há 17 anos.
Conhecida por sua trajetória de mais de três décadas na música infantil cristã, Cristina relatou que o desejo de ser mãe sempre existiu, mas foi adiado devido à rotina intensa de viagens e compromissos ministeriais durante os anos 1990.
Segundo a cantora, as tentativas de gravidez aconteceram quando ela já estava próxima dos 40 anos. “Eu achava que era só colocar o óvulo e daria tudo certo. É duro quando Deus diz não. Eu orava e perguntava a Deus o porquê e Ele uma vez respondeu: ‘A minha graça te basta. Eu já te entreguei as crianças do mundo para você cuidar’”, declarou.
Ela afirmou que a decisão pela adoção surgiu após um período de oração e conversas em família. Cristina descreveu o processo como longo e emocionalmente desafiador, mas disse que viveu intensamente cada etapa após a chegada de Isabela ainda bebê. “Eu esperei por ela 40 anos. Foi uma gravidez muito longa, mas ela chegou no momento certo”, afirmou.
A cantora também contou que precisou lidar com expectativas pessoais relacionadas à maternidade biológica: “Eu queria que minha filha fosse parecida comigo, que tivesse a minha voz. Mas entendi que o que importa é o amor”, disse. Segundo ela, hoje a adoção é vista pela família de forma natural. “Ela veio de um lugar muito melhor, do coração de Deus para minha família”, acrescentou.
Cristina afirmou que sempre falou abertamente com a filha sobre a adoção. Durante a adolescência, segundo ela, surgiram questionamentos e sentimentos ligados à rejeição, situação que descreveu como comum em muitas histórias semelhantes.
Em uma conversa com a filha, a cantora reforçou o vínculo familiar. “Não adianta você me testar, eu não vou desistir de você. Eu te amo do jeito que você é”, relatou.
Ao comentar o tema, Cristina disse acreditar que ainda existe resistência à adoção em parte do meio cristão, muitas vezes motivada pelo medo ou pela falta de informação. “Quando a gente decide adotar, não conhecemos o histórico da família, o que a criança já traz geneticamente. Mas quando a gente decide amar, isso é só um detalhe”, afirmou.
Ela também aconselhou mulheres que desejam ser mães a não desistirem do sonho da maternidade, embora reconheça diferentes caminhos possíveis. “Não desista. Existem várias maneiras e Deus realiza do jeito dEle”, declarou. A cantora ressaltou ainda a importância de processos legais e seguros para adoção.
Cristina afirmou que a maternidade alterou sua rotina e prioridades pessoais. “Ser mãe é escolher. Eu decidi amar, acabou. Isso ninguém muda”, disse. Mesmo mantendo agenda artística ativa, ela afirmou que buscou priorizar o convívio familiar durante a infância da filha. “Não terceirize a educação dos seus filhos. Esse é um privilégio”, declarou, de acordo com a revista Comunhão.
Além da carreira musical, a cantora se prepara para participar de uma produção internacional gravada no Rio de Janeiro, prevista para estrear em 2026. O filme abordará temas ligados à família, à relação entre pais e filhos e valores como honestidade e verdade.
Paralelamente, Cristina Mel continua desenvolvendo projetos musicais voltados ao público infantil. Entre os trabalhos recentes estão canções sobre inclusão, autismo, combate ao bullying e proteção infantil. A cantora também lançou a música Meu Pet Favorito, inspirada na história de um cachorro vítima de maus-tratos.

































