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🛒 Ver OfertaA Cleveland Clinic, uma das mais renomadas redes hospitalares do mundo, anunciou que deixará de oferecer procedimentos de transição de gênero para menores de idade após firmar um acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) e com a Procuradoria-Geral de Ohio.
Com sede em Ohio, a instituição possui atuação internacional, incluindo unidades no Reino Unido, Canadá e nos Emirados Árabes Unidos, onde mantém o Cleveland Clinic Abu Dhabi, considerado um dos maiores hospitais da rede fora do território americano.
Pelo acordo, a organização interromperá esses procedimentos em menores pelos próximos 20 anos.
Em comunicado divulgado pelo DOJ, o governo federal afirmou que a resolução segue um acordo semelhante firmado recentemente com o Texas Children’s Hospital, que também encerrou procedimentos de transição em menores.
“O Departamento de Justiça está firmemente comprometido em proteger as crianças da América”, afirmou o procurador-geral adjunto Stanley Woodward.
“Assim como o acordo firmado com o Texas Children’s Hospital, o acordo de hoje com a Cleveland Clinic reforça esse compromisso e serve de alerta a esses prestadores de serviços de saúde de que este Departamento aplicará rigorosamente a lei federal sempre que crianças forem colocadas em risco.”
Menores de 18 anos
A medida inclui a suspensão da prescrição de bloqueadores da puberdade, hormônios do sexo oposto e cirurgias relacionadas à transição de gênero em pacientes menores de 18 anos pelos próximos 20 anos.
Segundo o Departamento de Justiça, o acordo faz parte de uma investigação nacional sobre possíveis violações de leis federais relacionadas aos chamados procedimentos de “afirmação de gênero” em menores.
Além de interromper esses atendimentos, a Cleveland Clinic concordou em destinar US$ 2 milhões (cerca de R$ 10,4 milhões) para cuidados de pessoas que desejam reverter processos de transição de gênero e pagar US$ 308 mil (aproximadamente R$ 1,6 milhão) para encerrar alegações relacionadas a cobranças de seguros de saúde.
‘Impactos na saúde’
O Dr. Kurt Miceli, diretor médico da organização Do No Harm, que atua no combate ao que considera ser a ideologia de gênero direcionada a jovens, afirmou à CBN News que o acordo representa uma “vitória histórica”.
“As evidências simplesmente não existem em termos de transição médica pediátrica”, disse ele.
“Há pouquíssimas evidências de qualquer benefício, e há danos significativos, riscos significativos. Isso inclui infertilidade, efeitos cardiovasculares, impactos na saúde óssea e, certamente, as cirurgias.”
Acusação de fraude
O Dr. Ethan Haim, que denunciou irregularidades no Texas Children’s Hospital enquanto atuava como cirurgião na instituição, relatou ao mesmo veículo como o esquema funcionava.
“As seguradoras ainda podem se recusar a pagar por hormônios, bloqueadores e cirurgias em certas pessoas, em certos adultos e crianças”, disse ele.
“Então, é mais fácil para os médicos simplesmente faturarem fraudulentamente, como um distúrbio endócrino para hormônios, dor pélvica para histerectomia. Analisei registros de Nova York onde uma jovem fez uma mastectomia dupla, e o código era hipertrofia mamária.”
A hipertrofia mamária é uma condição rara caracterizada pelo crescimento excessivo das mamas, que se tornam pesadas e podem provocar dor intensa.
Especialistas afirmam que, além das alegações de fraude na cobrança, a maior injustiça foi o que ocorreu com as crianças.
“Precisamos ser honestos sobre o que estamos fazendo como profissionais de saúde, mas, mais importante ainda, precisamos parar de realizar esses procedimentos em crianças”, afirmou o Dr. Miceli.
“Essas crianças são vulneráveis. Estão passando por momentos de confusão de gênero e não devemos medicalizá‑las. Devemos ajudá‑las a compreender o que está acontecendo para que possam superar esses períodos difíceis.”
Proteger crianças
O Departamento de Justiça classificou a medida como parte de seus esforços para proteger crianças de intervenções médicas consideradas irreversíveis.
A Cleveland Clinic, por sua vez, declarou que as alegações envolvendo cobranças de seguros se referem a um “problema de codificação não intencional” envolvendo um número limitado de pacientes. A instituição não admitiu irregularidades, mas aceitou os termos do acordo.
De acordo com o DOJ, a suspensão dos procedimentos valerá para todas as unidades da Cleveland Clinic, incluindo centros médicos localizados nos EUA e em todos os países onde a organização atua.
A decisão ocorre em meio ao aumento da pressão do governo Trump sobre hospitais e clínicas que realizam procedimentos de transição de gênero em menores.
Vulneráveis
Nos últimos meses, o Departamento de Justiça intensificou investigações, acordos judiciais e solicitações de documentos relacionados a esse tipo de tratamento em mais de 20 hospitais infantis em todo o país.
A então procuradora‑geral Pam Bondi prometeu “responsabilizar aqueles que se aproveitam de crianças vulneráveis e de seus pais”.
Pais de crianças transgênero entraram na Justiça para anular as intimações, alegando que o Departamento de Justiça violou a privacidade das famílias e desrespeitou proteções constitucionais contra buscas e apreensões ilegais.
Alguns juízes aceitaram os argumentos dos pais e suspenderam as intimações. O governo Trump disse que vai recorrer.

































