Se dinheiro também dá safra, a colheita da Agrotec 2026 foi das grandes. Depois de cinco dias de negócios, sabores, tecnologia e valorização da produção regional, a feira encerrou no domingo (30), no Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, com mais de R$ 91 milhões entre vendas concretizadas, negociações em andamento e negócios prospectados. Para se ter ideia do salto, a primeira edição, realizada em 2025, movimentou R$ 34 milhões.
O crescimento também apareceu no número de expositores: foram 259 neste ano, contra 145 na edição anterior, reunindo agricultura familiar, agroindústrias, pecuária, piscicultura, cafeicultura, tecnologia, artesanato, extrativismo e outros setores da produção. E não foi só de planilha e aperto de mão que viveu a feira. O público encontrou cafés especiais, Festival do Tambaqui, degustação de carne de jacaré, produtos derivados da mandioca, mel, exposição de animais, fóruns, capacitações, tecnologias e rodadas de negócios. O secretário municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Douglas Bener, avaliou que o desafio foi ampliar o evento mantendo conforto e organização para expositores e visitantes.
Já o secretário-adjunto da Semagric, Rodrigo Ribeiro, lembrou que parte das conexões feitas durante a feira ainda pode resultar em novos negócios nos próximos meses. O prefeito Léo Moraes afirmou que a Agrotec funcionou como vitrine da produção de Porto Velho e que a intenção agora é ampliar mercados e levar o evento a uma dimensão internacional.
E antes mesmo de desmontar a estrutura, o próximo calendário já ganhou data. A terceira Agrotec será realizada de 25 a 29 de agosto de 2027 e terá, entre as novidades, um concurso leiteiro. Também foram anunciados outros dois eventos voltados à produção regional: a Festa da Mandioca, de 22 a 24 de abril de 2027, e o Premia Café da Região Madeira-Mamoré, de 15 a 17 de outubro de 2027. Depois de saltar de R$ 34 milhões para mais de R$ 91 milhões em apenas uma edição, a régua, e a expectativa, ficou bem mais alta para o próximo ano.