O pastor Tassos Lycurgo, em uma pregação recente, declarou que o termo “dinossauro” não aparece diretamente na Bíblia porque foi criado apenas no século XIX, por Richard Owen. No entanto, segundo ele, o livro de Jó traz uma descrição que pode estar relacionada a esses animais extintos. A afirmação foi feita ao interpretar Jó 40, onde se encontra a figura do “beemote”.
Em sua fala, Tassos explicou que “beemote” é uma transliteração do hebraico, adotada pelos tradutores diante da falta de consenso sobre qual criatura o texto realmente descreve. Embora algumas correntes identifiquem o hipopótamo, o pastor apontou que a passagem apresenta traços diferentes.
“A palavra dinossauro não está na Bíblia porque foi inventada no século XIX por Richard Owen. Portanto, não poderia estar nas Escrituras. Mas há situações que nós reconhecemos como um dinossauro”, disse.
Ao citar a expressão “Ele enrijece a sua cauda como cedro”, Tassos argumentou que essa característica se encaixa mais em um grande dinossauro herbívoro do que em animais contemporâneos. “Isso é, muito provavelmente, a descrição de um dinossauro. Provavelmente um dinossauro herbívoro”, afirmou.
O pastor também reconheceu que fósseis atestam a existência desses seres, mas sustentou que eles não sobreviveram à era pós-diluviana. Essa leitura segue uma perspectiva religiosa específica, enquanto estudiosos da Bíblia e cientistas divergem sobre o significado do “beemote”, que pode simbolizar animais conhecidos ou a própria força da criação divina.
No trecho bíblico mencionado por Tassos, a descrição é a seguinte:
“Contemplas agora o beemote, que eu fiz contigo, que come a erva como o boi. Eis que a sua força está nos seus lombos, e o seu poder nos músculos do seu ventre. Quando quer, move a sua cauda como cedro; os nervos das suas coxas estão entretecidos. Os seus ossos são como tubos de bronze; a sua ossada é como barras de ferro.
Ele é obra-prima dos caminhos de Deus; o que o fez o proveu da sua espada. Em verdade os montes lhe produzem pastos, onde todos os animais do campo folgam. Deita-se debaixo das árvores sombrias, no esconderijo das canas e da lama.
As árvores sombrias o cobrem, com sua sombra; os salgueiros do ribeiro o cercam. Eis que um rio transborda, e ele não se apressa, confiando ainda que o Jordão se levante até à sua boca. Podê-lo-iam porventura caçar à vista de seus olhos, ou com laços lhe furar o nariz?” (Jó 40:15-24, ACF).





































