Uma operação policial deflagrada nesta sexta-feira (17/4) em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís, Maranhão, resultou na prisão do líder da igreja Shekinah House Church. O falso pastor, investigado há dois anos, foi detido sob acusações graves que incluem estelionato, estupro de vulnerável, posse sexual mediante fraude e associação criminosa.
A ação, denominada “Falso Profeta”, foi conduzida pela Polícia Civil do Maranhão (PCMA) com o apoio da Polícia Militar (PMMA). A prisão ocorreu no bairro Recanto do Poeta, em um espaço vinculado à igreja onde residiam entre 100 e 150 fiéis. O pastor foi encontrado em seu quarto, acompanhado de outro dirigente da instituição. As investigações já identificaram, até o momento, entre cinco e seis vítimas dos crimes investigados.
Pastor comandava fiéis em ambiente de abuso
Segundo o delegado Sidney Oliveira, titular da Delegacia de Paço do Lumiar, o pastor, que é casado, é suspeito de ter abusado sexual e psicologicamente de fiéis, incluindo homens, mulheres e até mesmo menores de idade. As investigações revelaram práticas de castigo físico dentro da comunidade religiosa. Vídeos apreendidos pela polícia mostram fiéis sendo espancados como medida punitiva.
Documentos encontrados no local também indicam um controle rígido sobre os fiéis. Papéis foram apreendidos com frases escritas à mão, como “Eu preciso aprender a respeitar o meu líder”, repetida dezenas de vezes por diferentes indivíduos. Celulares e cartões de crédito dos fiéis também foram recolhidos pela polícia, levantando suspeitas sobre a prática de estelionato e controle financeiro.
Relatos de ex-fiéis confirmam abusos
A gravidade das acusações é reforçada por relatos de ex-membros da igreja. Em depoimento nas redes sociais, um homem detalhou sua experiência na igreja em 2013, afirmando ter sofrido severos abusos. Ele relatou ter sido agredido fisicamente, junto com seu primo, e submetido a choques elétricos. De acordo com o relato, o falso pastor afirmava que eles possuíam demônios que precisavam ser retirados. Mesmo após conseguirem deixar a congregação, o ex-fiel mencionou que foram alvo de pragas lançadas pelo líder religioso.
A operação “Falso Profeta” demonstra o desfecho de uma investigação que se estendeu por dois anos, expondo uma rede de abusos que operava sob o manto da liderança religiosa. As autoridades continuam os trabalhos para identificar todas as vítimas e reunir provas contra o pastor e outros envolvidos.
Folha Gospel









