O cristão maltês Matthew Grech afirmou que enfrentou um processo judicial por compartilhar seu testemunho de fé e deixou um apelo para que outros cristãos defendam publicamente suas crenças. Ele foi levado repetidas vezes aos tribunais ao longo de três anos após declarar que abandonou o estilo de vida homossexual, caso que terminou com sua absolvição no mês anterior.
As acusações tiveram início em 2022, após uma entrevista concedida ao PMnews Malta. Na ocasião, Grech comentou suas convicções sobre fé e sexualidade, o que levou à abertura de um processo com base na legislação que proíbe práticas conhecidas como “terapia de conversão”. Malta foi o primeiro país da Europa a adotar esse tipo de proibição, em 2016.
Segundo Grech, ele compareceu 17 vezes ao tribunal e chegou a enfrentar a possibilidade de multa de até 5 mil euros ou prisão de até cinco meses. Ele afirmou que considerou a acusação desproporcional, por se tratar de declarações feitas em entrevista.
Durante o relato, Grech disse que passou por uma experiência de conversão religiosa aos 19 anos e que, a partir disso, decidiu rever sua vida pessoal: “Tive um encontro com Jesus quando tinha 19 anos, e Ele passou a ocupar o centro da minha vida”, declarou, acrescentando que, após esse processo, optou por encerrar um relacionamento e seguir os ensinamentos bíblicos.
O maltês também afirmou que sua decisão trouxe mudanças em sua percepção pessoal. “Foi incrível sentir-me livre para descobrir minha masculinidade, meu propósito de Deus para minha vida”, disse. Ele acrescentou que o processo envolveu desafios, mas afirmou que encontrou “esperança, alegria e paz” em sua fé.
Grech declarou que a legislação no país tem sido usada para restringir relatos como o seu e criticou o que chamou de limitação ao debate público. Ele também afirmou que, após o início do processo judicial, deixou de ser convidado para entrevistas na mídia local.
O caso envolveu denúncias apresentadas por ativistas ligados a movimentos LGBT no país, incluindo participantes da elaboração da legislação que proíbe evangelismo. O processo também incluiu questionamentos sobre a menção feita por Grech à Federação Internacional para Escolha Terapêutica e de Aconselhamento (IFTCC), entidade que oferece apoio a pessoas que desejam mudar comportamentos ou sentimentos relacionados à sexualidade.
Após a absolvição, Grech afirmou que o caso teve impacto na liberdade de expressão e defendeu a necessidade de discussões abertas sobre o tema. Ele mencionou decisões recentes nos Estados Unidos como indicativo de mudanças no cenário internacional.
Ao comentar sua experiência, Grech incentivou cristãos a manterem suas convicções mesmo diante de pressões sociais. “Jesus disse: ‘Alegrem-se quando forem perseguidos por causa do Reino dos Céus, porque grande é a sua recompensa’”, afirmou. Ele acrescentou que acredita que a fé deve ser compartilhada com confiança, mesmo em contextos adversos.
Grech também declarou que vê sua trajetória como parte de sua vivência religiosa. “Eu não passei por isso como um criminoso. Passei por isso como um cristão que crê na Bíblia”, disse, conforme informado pelo The Christian Post. Segundo ele, a experiência reforçou sua disposição de continuar expressando suas crenças publicamente.








