Uma pessoa trans (sexo masculino que, neste caso, se apresenta como “mulher”), identificada como Roberta Santana, formalizou uma acusação pública contra a atriz Cássia Kis, a quem atribui a prática de discriminação dentro do banheiro feminino do Barra Shopping, situado na capital fluminense. O incidente, conforme a versão da denunciante, ocorreu na sexta-feira, dia 24.
O conflito veio a público depois que Santana decidiu registrar o momento em vídeo, compartilhando a gravação em suas plataformas digitais. Na filmagem, a pessoa trans declarou que a renomada artista teria tentado barrar seu acesso ao toalete.
“A atriz Cássia Kis está agindo de maneira transfóbica contra mim”, bradou Santana. “Ela alega que eu não tenho o direito de frequentar este espaço. Eu possuo documentação civil que me ampara e, ainda que não a tivesse, sou uma mulher trans.”
Ameaça de litígio
Para além da conduta atribuída a Cássia, Santana relatou que uma segunda frequentadora do estabelecimento também se posicionou de forma contrária à sua presença naquele ambiente.
De acordo com o relato, ao advertir essa outra mulher de que era necessário tratar uma travesti com o devido acatamento, Santana ouviu como réplica um questionamento preciso: a interlocutora teria indagado se ela estava, naquele instante, reconhecendo-se publicamente como homem.
Diante do imbróglio, o transexual declarou que estuda a viabilidade de ingressar com uma ação judicial contra a intérprete.
Antecedente judicial
Cabe recordar que, em 2024, a atriz Cássia Kis já havia figurado no polo passivo de uma ação judicial movida pelo ator José de Abreu em aliança com uma entidade de defesa dos direitos da comunidade LGBT+.
Naquela ocasião, o processo fora motivado por uma série de declarações nas quais a artista teceu duras críticas à chamada ideologia de gênero, conceito que ela descreveu, na época, como sendo uma ferramenta projetada para “desintegrar as famílias”.
Em uma entrevista concedida à jornalista Leda Nagle, Cássia já havia expresso sua visão pessoal de que, nos dias atuais, “já não subsiste mais a concepção binária de homem e mulher”, mas sim “a configuração de relações afetivas entre mulheres com mulheres e entre homens com homens”.



































