Um funeral que era realizado em uma igreja na Síria poderia ter se tornado uma tragédia, mas o incidente foi evitado. O caso aconteceu em Alepo, enquanto dezenas de cristãos participavam da despedida de um membro da comunidade local em um templo lotado.
O culto fúnebre ocorria durante a manhã e reunia familiares, amigos e fiéis. Após o encerramento das orações, um veículo funerário entrou no pátio da igreja para transportar o caixão até o cemitério. Foi nesse momento que testemunhas perceberam a queda de um objeto da parte inferior do carro.
Pouco depois, os presentes identificaram que o item era uma bomba artesanal. O ambiente foi tomado pelo desespero, e as pessoas deixaram o local rapidamente enquanto as autoridades eram acionadas para atender à ocorrência.
Especialistas em explosivos chegaram à igreja e confirmaram que o artefato era verdadeiro. Segundo relatos de testemunhas, o fato de a bomba ter caído antes de qualquer detonação foi decisivo para evitar uma tragédia de grandes proporções.
“Agradecemos a Deus porque a bomba caiu antes de explodir. Se tivesse detonado enquanto todos estavam dentro, teria sido um massacre”, afirmou um cristão que estava presente no funeral.
O episódio reacendeu a preocupação com a segurança dos cristãos na Síria, país que enfrenta anos de instabilidade política, violência e presença de grupos extremistas. Em junho de 2025, um ataque contra a Igreja Mar Elias, no bairro de Dweila, em Damasco, deixou 22 cristãos mortos durante um culto dominical.
A Síria está entre os países citados na Lista Mundial da Perseguição 2026, relatório que reúne nações onde cristãos enfrentam altos níveis de perseguição por causa da fé. O cenário de insegurança continua afetando igrejas e comunidades cristãs em diversas regiões do país.
Diante do atentado frustrado, a Missão Portas Abertas convocou cristãos ao redor do mundo a intercederem pelos irmãos sírios. Entre os pedidos de oração estão a gratidão pelo livramento do ataque, proteção para os cristãos que continuam se reunindo para cultuar, consolo às famílias que vivem sob ameaça constante e transformação dos responsáveis pelo atentado.

































