O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, em entrevista concedida ao periódico alemão Der Spiegel e publicada nesta quinta-feira (16), que respeitará o veredito das urnas nas próximas eleições presidenciais, ainda que o desfecho aponte para a vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A despeito desse aceno de reconhecimento à soberania popular, o mandatário assegurou que sairá vitorioso do pleito como condição necessária para assegurar um horizonte de maior solidez ao regime democrático brasileiro.
— Quando a população se manifesta, seja por uma escolha de direita, de esquerda ou de centro, cabe-nos acatar essa deliberação. Jamais teria projetado que um torneiro mecânico, egresso da presidência de um sindicato como eu, viesse a ser conduzido ao Palácio do Planalto em três ocasiões distintas. No entanto, aqui me encontro — afirmou o chefe do Executivo.
O presidente acrescentou que obterá a vitória no escrutínio de outubro por entender que “não há espaço para adeptos do fascismo ou para indivíduos que desdenham da democracia” no seio da sociedade brasileira.
— Essa vertente ideológica de direita que assola o planeta carece de futuro. Em vez de propostas substantivas, ela limita-se a propagar rancor e inverdades — alegou o petista que já foi preso por denúncias de corrupção conduzidas pela extinta Operação Lava Jato.
Em linha com a retórica adotada em suas mais recentes aparições públicas, Lula esquivou-se de anunciar textualmente sua condição de postulante à reeleição, sublinhando que caberá à convenção partidária do PT a formalização definitiva das candidaturas.
Apesar dessa cautela protocolar, a movimentação política indica que o presidente deverá, de fato, concorrer a um quarto período à frente da chefia do governo federal.
— Haverá uma reunião convencional na qual minha legenda debaterá os nomes que encabeçarão as principais chapas. Estou me preparando para esse momento. Minha disposição mental e meu vigor físico encontram-se em plena forma — concluiu Lula. Com: Pleno News.









